Avó da Semana: FILÓ LOUREIRO NUNES

Avó da Semana

O meu nome é Filó Loureiro Nunes e sou Avó de dois netos, ambos filhos do meu filho, o Dinis de 11 anos filho do primeiro casamento dele e a Maria da Luz, de dois, do segundo.

Saber que ia ser Avó, foi marcante, foi no dia em que fiz 50 anos. O meu presente foi a ecografia do meu neto e foi o melhor presente do mundo!

E a ansiedade foi o sentimento que me assaltou na madrugada em que ele nasceu, dia 24 de Maio. Com a Maria da Luz, 9 anos depois, foi mais calmo, ela nasceu durante o dia e o parto que foi muito fácil.

Após o nascimento do Dinis tive que voltar a Angola onde estava a acompanhar o meu marido (militar). Lembro-me que foi muito difícil partir, até levei umas roupinhas dele para me lembrar do cheiro!

Quando regressei definitivamente, ele já frequentava a creche e tudo foi fácil, até porque tinha uma retaguarda muito importante: a minha mãe. Ela encarregava-se da comidinha, para mim ficava a parte mais lúdica, brincar, dar banho, contar histórias — as de dragões e dinossauros eram as que ele gostava mais. — e adormecê-lo. Foi muito bom.

O Diniz é uma criança calma, doce, sedutora, e atenta, para além de ser bonito, claro! Não é medroso, mas tem medo de abelhas… Gostava que ele se vestisse de camisa e pulôver, mas ele já tem o seu próprio gosto e não dá mesmo! J. Hoje em dia, sempre que quero comprar-lhe roupa, ele tem que vir comigo senão já se sabe que dá asneira!

Adorava as férias em Santa Cruz que ele passava comigo. Agora, quando ele vem, traz amigos o que é muito divertido. No tempo das aulas falamos de vez em quando pela net mas confesso que o que eu gosto é de falar com ele pessoalmente. Aliás o que retenho com mais ternura da infância dele é o acordar comigo e ficarmos para ali a conversar devagarinho…

Com a Maria senti alguma insegurança, questionei-me se iria ser capaz. A minha mãe, a minha grande ajuda, já não está connosco para me apoiar, e fez-me muita falta.

A Maria é uma menina muito bem disposta, alegre e extrovertida e enquanto ela estava comigo concentrava-me só nela. A casa ficava um caos, a sesta era feita a duas e como ela dormia 2 ou 3 horas e eu só arrumava a minha casa depois de dela ir para casa dela, com os pais.

Apesar de ter só dois anos é uma excelente companheira de compras o que não augura nada de bom J! É muito feminina, porta-se lindamente e está sempre pronta para partir: “Anda Filó, vamos passear” é a sua frase favorita. Laçarotes no cabelo e camisinhas com gola é como gosto de a ver vestida. Também a ela eu conto histórias mas não sigo o livro à risca, vou fazendo a história conforme os bonecos para interagir com ela e fazer com que fique mais atenta.

Por mim estava com eles todos os dias, embora eles gostem da creche/escola. São a minha prioridade!

Mas não sou daquelas avós que deixam fazer tudo, tento sempre explicar porque é que não podem fazer isto ou aquilo, por isso, embora lhes dê muita atenção, amor e mimo, e seja muito cúmplice, acho que não deseduco. E também dou “palpites” sobre a educação deles, umas vezes estamos de acordo outras não, como é natural.

Ser avó é melhor que ser mãe, a disponibilidade a responsabilidade é tudo com muito menos stress, portanto mais fácil. E o meu marido (segundo marido) é um “Avô-drasto” muito amigo e orgulhoso dos meus netos e acompanha-me muito neste aspecto da minha vida.

Mesmo reconhecendo que ser Avó paterna é um pouco mais limitativo. As mães como é natural estão “supostamente” mais próximas das suas próprias mães mas para mim isso é pacífico.

 

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